Apagão Elétrico - Analíse e Soluções




O Brasil passou pelo maior estado de emergência devido a falha na distribuição de energia da sua História. Mais de 60 milhões de pessoas ficaram às escuras em 18 estados da federação. Num país de dimensões continentais como o nosso, e com o potencial hidrológico que possuímos, não é de admirar que a maioria esmagadora das fontes geradoras de energia venha das usinas hidrelétricas. O Brasil tem muitas usinas e estão nos planos do governo as construções de varias outras. Algumas das quais está envolvida serias controvérsias ambientais. Hoje temos juntamente com o Paraguai, a maior usina hidrelétrica do mundo. Com uma capacidade de 14.000 MW (megawatts), Itaipu, fornece 20% de toda a energia consumida no Brasil. O excedente é vendido ao país vizinho.







Mesmo com todo esse potencial de geração e com um sistema de distribuição de certo ponto até mesmo invejado por outros países, o Brasil passou por uma situação de emergência energética. Praticamente metade do país parou na noite desta terça-feira (10/11). Ruas às escuras, transportes movidos a energia elétrica parados, linhas telefônicas fixas e moveis desativadas, hospitais sem geradores tiveram de transportar os pacientes com estado de saúde mais graves para outros centros com geradores. Some isso ao pânico da população atingida, à falta de informações das autoridades acerca do que realmente aconteceu, ao caos gerado pela falta de preparo dos órgãos de segurança pública. Sim, o evento do dia 10 de novembro de 2009, faz surgir perguntas que precisam de respostas convincentes: Até que ponto estamos preparados para outro eventual colapso da rede de distribuição elétrica? Quão seguro e eficaz é o nosso sistema integrado de distribuição de energia? Falta investimento do governo no seu sistema de operação?






Nos dias que se seguiram ao apagão varias pessoas instruídas foram ouvidas. Personalidades do meio político tanto da situação quanto da oposição expuseram suas opiniões. O que não ficou claro, e coloco aqui o meu medo, é o que estão fazendo para que outro problema como esse não ocorra. Afinal de contas, em casos como esse, durante o período de interrupção do fornecimento de energia o país para. Desde a maior multinacional até o barzinho de esquina. A economia fica estagnada. Há também o uso desse incidente para fins políticos, a oposição ao invés de cobrar do governo explicações e metas para evitar novos casos desses, ela procura criar uma clima de desgaste político para a futura candidata do governo a ministra da casa civil Dilma Rousef. Pior ainda, o cenário para crimes como o assalto e seqüestros ficam muitos propícios. Outra coisa que eu fiquei perplexo foi a falta de senso de coletividade das pessoas durante esse incidente: pessoas usaram essa situação para tirar vantagens. Clientes saíram sem pagar suas contas de vários estabelecimentos. Taxistas cobravam corridas até quatro vezes mais caras do que o habitual. Nessas horas eu me pergunto cadê a fama de solidários dos brasileiros?






Outra questão a ser levantada é a falta de investimento em outras fontes geradoras de energia, tais como: Eólica, solar, nuclear, biogás e biodiesel. Mais uma vez cito o fator do país ser de dimensões continentais. Esse fato deveria ser um trunfo nacional nessa nova forma de pensar ecologicamente sustentável. A costa brasileira tem 14.000 KM de extensão, em outras palavras é muita área para a implantação de moinhos de captação de ventos. Temos uma capacidade imensa de geração de energia proveniente do biogás, principalmente dos lixos e aterros sanitários. Esses e outros projetos são alem de novas formas de desafogar o sistema de geração e de distribuição de energia seria também novas fontes de geração de empregos e de redução dos impactos ao meio ambiente causadas pela criação e manutenção de usinas hidrelétricas. Por falar nisso, as usinas que estão nos planos do governo são outra fonte de debates. Afinal de contas, numa época em que o uso racional da água e da preservação da floresta Amazônica estão em alta, alagar milhares de quilômetros quadrados não parece ser o mais racional a se fazer.






Portanto, o apagão do dia 10/11 não só abre a discussão sobre a gestão, distribuição e dos planos de emergência da energia elétrica do Brasil, como também abre a discussão sobre o uso racional da energia, da implantação de energias renováveis. Para finalizar, deixem em casa um kit de emergência para apagões, velas espalhadas pela casa, etc.


Quando saírem à noite, levem uma lanterna e procure um lugar seguro para se protegerem. Evitem os elevadores à noite. Nunca se sabe quando um novo apagão irá ocorrer mesmo.

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